Coronavírus: associações comerciais debatem restrições

No encontro foram debatidas medidas necessárias para o enfrentamento do coronavírus

Presidentes das duas Associações Comerciais de Valinhos, Emerson Ferrari, da Associação Comercial e Industrial de Valinhos (ACIV), e Errol Wilson dos Santos, da União do Comercio e Serviços de Valinhos (UCSV) estiveram na Prefeitura nesta sexta-feira (20) de manhã para esclarecer alguns pontos do decreto de estado de calamidade pública em razão do coronavírus, Covid19.

O prefeito Orestes Previtale Júnior recebeu os comerciantes e explicou que o decreto foi estabelecido a partir de orientações e medidas adotadas pelos governos do estadual, federal,  recomendações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde de Valinhos. “Estamos recomendando e não decretando o fechamento”, explicou.

Valinhos tem nesta sexta-feira dois casos confirmados de coronavírus, 24 aguardando resultados e 11 descartados.

Segundo ele, a Administração Municipal entende que o momento pede muita responsabilidade e sensatez. “Estamos gerenciando os serviços públicos e recomendando algumas ações ao setor privado. Sabemos da importância do setor comercial para a economia e geração de empregos em Valinhos”, disse.

Emerson Ferrari, que esteve acompanhado do diretor Comercial da ACIV, Eduardo Ferreira Machado, disse se reuniu com diretores para tranquilizar seus associados após a publicação do decreto. “Para nós ficou claro que se trata de uma recomendação”, afirmou.  “Este é um momento que exige bom senso e coerência nas medidas a serem adotadas”, comentou Santos.

Os dois comerciantes saíram da reunião com o compromisso de produzir um comunicado conjunto para orientar o comércio local a respeito das medidas.

Nesta sexta-feira, várias lojas na região central de Valinhos estavam fechadas depois do decreto, que recomenda que sejam evitadas as aglomerações de pessoas para conter a transmissão do coronavírus. Para o morador, a orientação é de que evitem sair de casa o máximo que puderem.

RECOMENDAÇÕES

Em seu artigo 10, o decreto recomenda a paralisação do atendimento ao público dos shopping centers, galerias, clubes, academias de atividades físicas, estúdios de pilates e congêneres e cinemas.

No parágrafo segundo, fica estabelecido que “deverão manter seu atendimento regular ao consumidor final”, mediante o controle de entrada em quantidades reduzidas de clientes, com as devidas medidas de higiene recomendadas pela Vigilância Sanitária, comércio de alimentos, inclusive padarias e restaurantes, farmácias e postos de combustíveis.

 

20/03/2020