Defesa Civil registra 47 mm de chuvas em 2 horas nesta terça 

Chuvas fortes são esperadas até fevereiro, previsto para ser o mais chuvoso em dez anos

A Defesa Civil registrou nesta terça-feira (7) 47 milímetros (mm) de chuvas durante quase duas horas. Foi a segunda chuva mais intensa deste verão, menor que as do último fim de semana, quando choveu 65 mm. Apesar dos ventos fortes, trovões, relâmpagos e pancadas de chuva na terça, Valinhos não registrou nenhuma ocorrência grave. Um muro caiu no Parque Lausane, sem feridos. A cidade teve alguns pontos de alagamento. Nesta quarta-feira (8), choveu 5,2 mm por volta das 13h.

As chuvas ficaram mais intensas nesta terça-feira por volta das 19h. “O muro caiu no bairro em função de uma viela obstruída”, explicou o diretor da Defesa Civil, José Edilson Lourenço. Segundo ele, houve somente prejuízos materiais.

Os alagamentos foram registrados entre a Avenida Invernada e a Rua Campos Salles, Rua 12 de Outubro com a Avenida dos Estados, em frente ao Centro de Lazer dos Trabalhadores (CLT), no final da Avenida Paulista, com a Rua 13 de Maio, em frente à Prefeitura e ao Fórum. “Também tivemos alagamento em frente ao Shopping Valinhos. O problema foi logo solucionado, já que era uma boca-de-lobo entupida”, adiantou.
            
Segundo a Defesa Civil, a previsão é chuvas fortes até a próxima segunda-feira (13), com sol aberto ou parcialmente encoberto durante o dia e pancadas à noite. “Teremos um mês de fevereiro atípico, que será muito chuvoso. Diferentemente dos últimos 10 anos”, estimou o diretor.

Operação Verão

Em função das chuvas típicas do período, a Defesa Civil do Estado de São Paulo instituiu a Operação Verão. Na cidade, durante a mobilização, estão previstas ações preventivas e efetivas em situações de urgência e emergência, oficinas preparatórias em conjunto outros municípios ministrados pela Defesa Civil do Estado, além de campanhas educativas em bairros específicos, no Centro, nas redes sociais e outros meios de comunicação.

Valinhos conta ainda com o Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil (PCPDC). O plano se baseia na adoção de medidas antecipadas à deflagração de escorregamentos, a partir do acompanhamento de parâmetros, como índice pluviométricos, previsão meteorológica e vistoria de campo.

Neste ano, o trabalho foi intensificado em cinco áreas consideradas de risco, com monitoramento periódico. São eles os bairros Parque Portugal, Bosque dos Eucaliptos, Capuava e as regiões próximas ao Ribeirão Pinheiros e ao Córrego Invernada.
          

08/01/2020