Empréstimos ajudarão a melhorar infraestrutura por toda a cidade

Os empréstimos solicitados pela Prefeitura de Valinhos ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica, no valor de R$ 5 milhões cada, são de fundamental importância para permitir que a Prefeitura resolva questões de infraestrutura na cidade: asfalto, mobilidade urbana, segurança pública e manutenção de forma geral.

A aprovação da Câmara para tais empréstimos não significa, no entanto, que o dinheiro já esteja disponível para a Prefeitura. O aval do Legislativo é apenas uma formalidade exigida pelos bancos, que agora vão analisar as propostas antes de decidirem pela liberação, ou não, dos recursos.

A necessidade de buscar o empréstimo vem do fato de que a Prefeitura tem para investir atualmente apenas 1,4% do seu Orçamento global, o que dá pouco mais de R$ 10 milhões ao ano. O resto vai para folha de pagamento, custeio da máquina, Legislativo. Ou seja, o incremento de mais 5 milhões na receita (valor de um dos empréstimos) aumenta em 50% a capacidade de investimento do Município.

A título de comparação, é a mesma coisa que uma família comprar um carro financiado. Antes de fechar o negócio é preciso fazer uma avaliação do orçamento mensal para saber se há condição de honrar o compromisso com a mensalidade a ser paga. E isso foi feito. Técnicos da Prefeitura se debruçaram em números antes de a proposta ser apresentada aos vereadores e constataram que há condições plenas de honrar os pagamentos das parcelas sem causar impacto negativo nas contas públicas. O benefício que a cidade terá é muito maior.

O empréstimo da Caixa Econômica será utilizado para recapeamento de ruas do Município. As ruas de Valinhos estão muito prejudicadas porque o asfalto é antigo na maioria delas e a manutenção não foi adequada em anos anteriores.

Já os recursos do Banco do Brasil serão destinados à aquisição de máquinas, caminhões, veículos para fiscalização e manutenção do trânsito, viaturas para a Guarda Civil e instalação de fibra ótica para interligar e informatizar a Prefeitura, inclusive as redes municipais de Saúde e Educação.

A necessidade da compra de máquinas, caminhões e viaturas tem a mesma razão. A frota municipal está sucateada, não foi renovada e não recebeu manutenção adequada. Por vezes os moradores ficam sem atendimento porque a máquina ou caminhão não está disponível por estar parado no conserto. Essa situação é recorrente. O mesmo acontece com as viaturas da Guarda e da Mobilidade Urbana.

Além disso, custos com locação de máquinas, por exemplo, que chegam perto de R$ 100 mil mensais, deixariam de existir, o que, por si só, já representa uma motivação para a viabilidade dos empréstimos.

Para ampliar a fiscalização, segurança e atendimento qualificado ao morador, é preciso que as viaturas estejam efetivamente operando, daí a importância da renovação da frota.

A instalação da fibra ótica é outra demanda urgente. Com o conceito de cidades inteligentes, é preciso que todo o sistema de atendimento ao morador esteja informatizado. Não se pode tolerar que uma consulta deixe de ser marcada ou uma matrícula não seja feita porque a internet não está funcionando.

Todas essas mudanças, implementadas, vão gerar economia ao município, que neste momento não pode ser mensurada, mas é notável.

Ruas recapeadas não exigirão tapa-buracos recorrentes. Máquinas em boa situação de uso não exigirão custos com consertos e manutenções. Prontuários informatizados de Saúde vão otimizar sobremaneira o atendimento ao paciente evitando gastos desnecessários, já que todos os médicos terão as informações relativas a atendimentos, exames, procedimentos e medicamentos que o paciente já fez e utilizou.