Feav homenageia a colônia japonesa na Festa do Figo

Festa de 65 anos dos imigrantes terá um espaço dedicado à culinária

Quem visitar a 70ª Festa do Figo e a 25ª Expogoiaba entre os dias 19 de janeiro e 3 de fevereiro vai encontrar uma agradável novidade. O espaço da Feav (Fórum das Entidades Assistenciais de Valinhos) vai homenagear a Colônia Japonesa de Valinhos, que este ano completa 65 anos.

Segundo o presidente da Comissão Organizadora da Festa, Gustavo Previtali, a Feav solicitou o espaço ao prefeito Orestes Previtale, que pediu à Comissão para que a solicitação fosse atendida. “A Feav representa oito importantes entidades da cidade e a Festa do Figo é uma oportunidade de elas, através de muito trabalho, obterem recursos para auxiliar suas obras sociais. Esse é o espírito da Festa do Figo”, disse Gustavo.

O espaço da Feav funcionará próximo à entrada principal da Festa. De acordo com o presidente do Fórum, Fernando D´Ávila, este ano a homenagem será aos 65 anos da Colônia Japonesa de Valinhos e, para isso, os espaço vai oferecer aos valinhenses e visitantes do maior evento da cidade pratos típicos da cozinha oriental.

Segundo D’Ávila, o carro-chefe será o yakissoba. “Mas teremos novidades, que vão surpreender os visitantes, pois na cozinha estarão pessoas experientes no assunto, que vão somar esforços contribuindo com as entidades”, disse.

Ainda como parte das atrações e homenagem à colônia japonesa representada pela Associação Nipo-Brasileira do Bairro Macuco, haverá apresentação do Grupo de Tambores Taiko, a participação da Associação Nipo-Brasileira de Campinas e o Grupo  Okinawa.

Em Valinhos, a imigração japonesa começou na década de 50, quando chegaram as primeiras famílias, todos agricultores, vindos do interior de São Paulo, para cultivar no bairro Macuco tomate, vagem, abobrinha, repolho, berinjela e outras verduras. Mais tarde, migraram para a fruticultura, com destaque para a plantação de goiaba, também seriguela, atemoia, decopom, pitaia e figo.

Também se dedicaram à criação de aves e produção de ovos. Se hoje Valinhos tem o título de maior produtor de goiaba in natura do Brasil, isso se deve à Colônia Japonesa, assim como a criação da Expogoiaba, que completa 25 anos.

“Estamos com grande expectativa com relação a esse trabalho. É um grande desafio, mas resolvemos encarar, estamos preparando uma decoração especial para receber todos os visitantes com muito carinho porque, no final, são as nossas entidades que atendem crianças, jovens, deficientes, drogaditos e idosos que serão beneficiadas. Convido a todos para que façam uma visita à nossa barraca”, convidou D´Ávila.

Fazem parte da Feav: APAE, Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, Cochric, Recanto dos Velhinhos de Valinhos, Santa Casa de Valinhos, Grupo Rosa e Amor, Círculo de Amigos do Patrulheiro de Valinhos e Casa de Acolhimento Vila Solidária.

 

ÁRVORE DOS DESEJOS

No interior do espaço da Feav haverá a Árvore dos Desejos, lenda conhecida e comemorada pelos japoneses como Tanabata Matsuri.

A lenda, de estimados 2.000 anos atrás, conta que um dia uma princesa chamada Orihime, a estela Veja, filha de um deus celeste, apaixonou se por um pastor chamado Hikoboshi, a estrela Altair, ambos jovens e trabalhadores.  Ela abandonou o trabalho e obrigações de ajudar o pai a construir o céu por causa do pastor.

O pai da princesa ficou irado e separou os dois em lados opostos do rio Amanogawa (Via Láctea). A princesa ficou muito triste. Então o deus celeste permitiu que as estrelas, em lados opostos da galáxia, Vega e Altair, pudessem se encontrar uma vez ao ano. Agradecidos com essa dádiva, passaram a atender aos pedidos dos mortais na Terra.

Quem for à barraca da Feav poderá deixar os pedidos a Orihime e Hikoboshi escrevendo seus desejos em folhas de papel coloridas (irogame) e amarrando-as em troncos de bambu (sassadake).  Cada cor de papel possui um significado. O amarelo é dinheiro e prosperidade, o rosa é amor, o vermelho é paixão, o azul é proteção e saúde, o verde é esperança e o branco é paz.

 

10/01/2019