Prefeitura organiza ações de enfrentamento ao coronavírus

Saúde orienta sobre prevenção, enfrentamento e atendimento a eventuais casos suspeitos

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Valinhos está realizando uma série de ações para prevenção, enfrentamento e atendimento a eventuais casos suspeitos de coronavírus na cidade. Não há nenhum caso confirmado da doença no Brasil, mas as equipes de Valinhos estão mobilizadas, caso seja necessário. Na segunda-feira, aconteceu reunião na Prefeitura sobre o tema.

A secretária da Saúde, Carina Missaglia, acompanhada da diretora do Departamento de Saúde Coletiva, Claudia Maria dos Santos, esteve no gabinete do prefeito Orestes Previtale Júnior para debater o planejamento das ações de enfrentamento do coronavírus.

Cartazes estão sendo impressos para ser distribuídos em todas as unidades de saúde de Valinhos com informações sobre a doença. Os profissionais da Rede Municipal de Saúde passarão por treinamento, que terá início nesta quinta-feira (6), no Centro de Estudos e Treinamento em Saúde (CETS), às 14h.

A Secretaria de Saúde promoveu nesta terça-feira (4) reunião com os diversos segmentos da área para definir o atendimento a eventuais casos suspeitos da doença. Participaram do encontro representantes de hospitais como Santa Casa de Valinhos e Hospital e Maternidade Galileo, da UPA, das UBSs e médicos infectologistas. 

O principal tema do encontro foi o fluxo de atendimento, que engloba os leitos de isolamento da cidade, medidas de prevenção, primeiro atendimento para possíveis casos e outros procedimentos. Na região, três casos são monitorados, um em Americana e dois em Paulínia.

População

“Na verdade, o objetivo principal é conscientizar a população sobre a doença, sintomas e prevenção. Valinhos não tem nenhum caso e é preciso manter a calma”, explicou a secretária da Saúde. Segundo ela, devem ficar atentos os que estiveram na China ou mantiveram contato com pessoas que voltaram da China com sintomas gripais. “Em caso de suspeita, devem procurar um serviço de saúde”, orientou.

Os principais sintomas do coronavírus são febre, tosse e dificuldade para respirar. Os grupos de riscos são crianças, idosos e pessoas portadoras de doenças crônicas.

A recomendação é manter alimentação saudável, dormir bem, evitar estresse e sobressaltos que possam alterar o sistema imunológico, já que a doença se assemelha à gripe. Lavar as mãos, proteger boca e nariz ao tossir e espirrar também fazem parte dos cuidados, além de evitar aglomerações.

Região

As cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) estão atentas em função da doença. O Aeroporto Internacional de Viracopos é um ponto de atenção.

Paulínia registrou o primeiro caso na região de um homem de 45 anos, que retornou de viagem à China e apresentou febre, tosse, coriza e dificuldades para respirar. Ele foi atendido em um hospital particular de Campinas. O segundo caso suspeito é da profissional de saúde, de 30 anos, que atendeu o pacientes de Paulínia no hospital em Campinas. Embora trabalhe em Campinas, ela também mora em Paulínia.

O terceiro caso é de Americana, de um menino de três anos que também voltou de viagem à China recentemente. Os três pacientes não estão internados, estão em isolamento em casa com a família.

Origem

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes, sétima maior cidade da China e a número 42 do mundo.

O surto inicial atingiu pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan, o que despertou a suspeita de que a transmissão dessa variação de coronavírus ocorreu entre animais marinhos e humanos. O mercado foi fechado para limpeza e desinfecção. Ainda não se sabe como se deu a primeira transmissão para humanos. Não há vacina disponível.

A transmissão do coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • gotículas de saliva
  • espirro
  • tosse
  • catarro
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos

O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus:

  • evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas
  • realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente
  • utilizar lenço descartável para higiene nasal
  • cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir
  • evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca
  • higienizar as mãos após tossir ou espirrar
  • não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas
  • manter os ambientes bem ventilados
  • evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença
  • evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações

 

05/02/2020