Procon intensifica fiscalização em mercados contra lucro abusivo

Denúncias de moradores apontaram que o alho estava sendo vendido com margem de lucro acima de 50%

O Procon de Valinhos foi novamente às ruas nesta segunda-feira (27) para mais uma ação de fiscalização. Uma das medidas foi verificar denúncia de consumidores de cobrança abusiva do quilo de alho nos supermercados. Foi constatado margem de lucro de até 50% em comércios da cidade.

Em um dos mercados, o quilo do alho na nota fiscal de compra era de R$ 35,68. Mas o produto estava sendo vendido a R$ 49,99 o quilo. “Margem de lucro de 40%, considerado lucro abusivo. Por orientação do Procon, o lucro foi reduzido a 12%, passando portanto a R$ 3,99 cada 100 gramas”, disse a diretora do Procon, Vilma Albuquerque.

Fazemos este trabalho de verificação de preços diariamente nos mercados da cidade e hoje intensificamos nos valores cobrados pelo alho. Há muita reclamação de consumidores neste item e, durante o trabalho de fiscalização, onde constatamos abusos, pedimos para que os estabelecimentos diminuíssem seus preços”, disse Vilma.

Nos produtos da cesta básica, entre eles arroz e feijão, a diretora comentou que os mercados estão comprando a valores mais altos e vendendo com margens de lucro menores.

São margens razoáveis, mas reforçamos para que baixem ainda mais dentro do possível, principalmente nos alimentos da cesta básica”. A diretora explicou que cada cidadão pode e deve contribuir com a fiscalização. “Sejam fiscais voluntários. O que entenderem que está errado ou abusivo denunciem ao Procon”, orientou.

Normas de higiene

O Procon fiscalizou ainda o cuprimento de medidas de higiene, uso de máscaras nos supermercados pelos funcionários, distanciamento entre as pessoas, higienização dos carrinhos e uso do álcool gel.

Os supermercados visitados por nós estão seguindo as determinações no zelo ao consumidor. Constatamos que a campanha álcool gel a preço de custo é respeitada. Todos os supermercados estão vendendo o produto, conforme recomendação pelo Governo do Estado e Procon, a lucro zero”, disse.

O produto é um dos mais adquiridos em meio à pandemia do novo coronavírus e desde 23 de março, por determinação do Governo do Estado de São Paulo, que fechou acordo com as associações de supermercados e farmácias, passou a ser comercializado a preço de custo para evitar abusos.

27/04/2020