Trabalho de geoprocessamento do DAEV é referência na região

O trabalho de geoprocessamento desenvolvido pelo DAEV (Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos) está servindo de referência para outros municípios. Na RMC (Região Metropolitana de Campinas) o DAEV é a única Autarquia a realizar esse tipo de trabalho, que traça um perfil da rede de abastecimento de água e esgoto em toda a cidade. Além disso, o objetivo é possibilitar economia em custos operacionais, causados muitas vezes em função de desperdícios, dentro do projeto de controle de consumo e perdas de água. A ação vai ao encontro da política de gerenciamento adotada pela administração do prefeito Marcos José da Silva que prioriza a qualidade de serviços prestados.
Com 100% do cadastramento de redes concluído em setembro, o DAEV apresentou o trabalho de geogerenciamento durante o II Simpósio de Experiências em Gestão dos Recursos Hídricos, realizado em Atibaia no último dia 25 de novembro. Antes disso, o sistema foi abordado em reunião no Ministério das Cidades, realizada em outubro, em Brasília. Na ocasião, Valinhos foi citada como uma das primeiras cidades do Brasil a utilizar o geoprocessamento, que poderá vir ser implantado em outros municípios do país, por meio do PAC (Plano de Aceleração de Crescimento) do Governo Federal.

O sistema
Segundo o presidente do DAEV, Rover José Rondinelli Ribeiro, o geoprocessamento funciona como suporte para melhoria da qualidade de serviços prestados aos usuários. “O sistema permite consultar a localização de todas as redes de água e esgoto, assim como os consumidores atendidos em toda a cidade. Podemos checar, por exemplo, o material da rede de água, como PVC, ferro, cimento amianto; o diâmetro; a profundidade e até o posicionamento no eixo da rua. No caso da rede de esgoto é a mesma coisa, diferenciando apenas o material, PVC ou tubo cerâmico”, detalha.
Rover complementa que o geoprocessamento está interligado ao sistema comercial do DAEV e o conjunto das informações possibilita a realização de análises dos setores de abastecimento de água, como a idade da tubulação e o reservatório que abastece determinado local. “Com essas análises podemos traçar políticas de controle de consumo e perdas”, destaca. O presidente do DAEV cita o trabalho realizado na Vila Santana, um dos primeiros bairros da cidade a ter água encanada, no qual foi possível, por meio do geoprocessamento, verificar a idade avançada da tubulação, ainda de ferro, e providenciar a substituição.

1ª etapa
A primeira etapa do projeto de troca de tubulações das redes antigas da Vila Santana somaram 700 metros de tubos, o que representa 15% do total da rede. Foram beneficiadas as ruas São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina e Pernambuco. As obras desta fase foram realizadas de fevereiro a maio de 2008 com recursos próprios do DAEV.
Rover explica que os tubos antigos do bairro eram de ferro e por causa do desgaste em função da ação do tempo e pelo acúmulo de ferrugem necessitaram ser substituídos. “Quando não são de ferro, os tubos são de cimento amianto e também, com o passar do tempo, apresentam vazamentos. Os tubos novos são de um material denominado PAD, que tem uma vida útil maior”, detalha. O presidente da Autarquia comunica que a partir de 2011 ocorrerá a segunda fase da troca da tubulação com mais 35% do total da rede do bairro.