Escolas encerram projeto “Semana da Água”

As escolas municipais estão encerrando a “Semana da Água”, projeto de educação ambiental desenvolvido ao longo do ano em parceria com o PCJ (Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e a indústria Rigesa. O calendário das atividades segue datas estipuladas por cada unidade de ensino. Nesta segunda-feira, dia 30, foi a vez da EMEF (Escola Municipal do Ensino Fundamental) Antônio Perseghetti e da EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Manoel Furlan, no bairro Ponte Alta. Exposição de trabalhos, apresentação de teatro e campanha de arrecadação de pilhas e baterias fizeram parte da programação, que foi acompanhada por diversos pais.
O secretário da Educação, Zeno Ruedell, destacou que os temas escolhidos normalmente estão relacionados à realidade ambiental de cada escola, como existência de nascentes nas proximidades ou na região, tipos de vegetação, além de aspectos gerais, como água, saneamento básico, reciclagem, entre outros.
Ele ressaltou que a vivência prática é um dos principais objetivos do projeto. “Além da teoria vista em sala de aula, os alunos têm a oportunidade de participar de estudos práticos. Assim, percebem as consequências reais ao meio ambiente das ações inadequadas do homem. Essas observações contribuem para o desenvolvimento de uma consciência ecológica”, afirmou.
O secretário explicou ainda que, como forma de dividir esses conhecimentos com os pais e a comunidade, no final do ano são feitas essas apresentações. “Os pais ficam fascinados de ver seus filhos apresentando os projetos. E o próprio aluno se sente valorizado. Já o professor percebe o apoio da comunidade e assim fica estimulado no trabalho”, destacou, lembrando que esses projetos são desenvolvidos por alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e EJA.
Ruedell acrescentou que, dentro do tema escolhido por cada escola, os alunos desenvolvem durante todo o ano trabalhos específicos para cada faixa etária e respectiva série, envolvendo as diversas disciplinas. “Nas aulas de Português, os alunos produzem textos; nas de Matemática, fazem cálculos; nas de Artes, produzem cartazes. E nessa multidisciplinariedade têm uma visão completa do projeto sobre meio ambiente”, afirmou  o secretário.
“É profundamente gratificante ver em todas as escolas o excepcional resultado prático desse trabalho, comprovando dessa forma o grande envolvimento não apenas da direção e dos professores, mas também de maneira muito especial dos próprios alunos”, disse Ruedell.

Envolvimento de todos
A diretora da EMEF Antônio Perseghetti e da EMEI Manoel Furlan, no bairro Ponte Alta, Odnalva Batista Vila Nova, contou que a Semana da Água envolveu a participação dos 180 alunos, desde a Educação Infantil, o Ensino Fundamental até a Educação de Jovens e Adultos.
Como parte do trabalho, foi promovida uma campanha para a arrecadação de pilhas e baterias entre os alunos. “Conseguimos uma boa quantidade desses materiais e encaminhamos para descarte adequado, para que não poluam o meio ambiente”, explicou a diretora. Além disso, os alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental da 1ª e 2ª séries, por exemplo, trabalharam a questão da preservação das matas e montaram uma peça teatral com base no livro “Sumaúma, mães das árvores”, uma história da Floresta Amazônica de autoria de Lynne Cherry. Os alunos da 4ª série estudaram sobre a sustentabilidade e, com base nos dados apurados, confeccionaram estórias em quadrinho, gráficos, cartazes. Os alunos da 3ª série elaboram um livro coletivo, com textos e ilustrações, e aprenderam a fazer papel reciclado.
Esses foram alguns dos projetos desenvolvidos que ficaram em exposição na escola, para que os pais pudessem conferir o aprendizado dos alunos e também se informar sobre preservação ambiental. A diretora Odnalva destacou que as dinâmicas dos trabalhos vão mudando na medida que os alunos vão crescendo. Dessa forma eles vão ampliando cada vez mais os conhecimentos. Como resposta desse trabalho, não temos problemas de pichações e depredações”, concluiu.
O aluno Dário Renato Raul Andrioli Neto, 12 anos, disse que aprendeu no projeto que é preciso preservar o meio ambiente para os bichos não morrerem. “Não podemos cortar as árvores pois senão não vai ter ar para a gente respirar”. A mãe de aluno, Rosimeire Silva Abrão, elogiou a exposição dos trabalhos. “O que nossos filhos aprendem na escola, levam para a casa e a gente acaba aprendendo também”, comentou ressaltando que fez questão de prestigiar o encerramento dos trabalhos para valorizar o estudo do filho. “Assim eles têm vontade de se esforçar”.