Os participantes do III Valinhos Ferroviário, promovido pela Associação de Preservação Histórica de Valinhos (APHV), com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura, reviveram o início da formação e expansão da cidade no último domingo (29). Realizado no Museu e Acervo Municipal Fotógrafo Haroldo Ângelo Pazinatto, o evento contou com palestras, exposição do acervo e apresentação de maquetes e modelos em escala.
Para a pedagoga e pesquisadora, Maria José Tordin, a iniciativa permitiu o resgate da história local. “O valinhense deve valorizar mais sua história. Eu gostei das palestras; foi tudo muito interessante”, garantiu. Conforme ela, eventos semelhantes traz sempre novas informações sobre o assunto, garantindo a preservação histórica.
Também esteve presente no evento o filho do último chefe da estação em Valinhos, José Roberto Eulálio. “Eu vejo estes eventos como uma forma de manter a história viva. A história de Valinhos nasceu aqui (na ferroviária) e junto veio o progresso”, afirmou ele, que relembrou que o museu eternizou a figura pai, José Eulálio, num quadro.
O escritor e pesquisador de Pindamonhangaba, Leandro Guidini, ministrou palestra sobre Locomotivas a Vapor. “É importante conhecer o passado, a tecnologia da época, da Era do Vapor. Particularmente, eu gosto da importância histórica e econômica desta fase”, explicou ele, que trouxe uma miniatura de locomotiva a vapor.
Para o organizador do evento, o membro e pesquisador da APHV, Átila Almada, a história da ferroviária se mistura com a da própria cidade. “O Valinhos Ferroviário promove a cultura ferroviária, reforçando sua contribuição para a emancipação da cidade, que era um bairro de Campinas”, explicou.
Segundo ele, o tema se torna atual com a chegada do Trem Intercidades (TIC). “Reverenciamos o passado para entender o que fazer no presente e se preparar para o futuro, principalmente com a vinda do Trem Intercidades, que trará a ferrovia de passageiros de volta”, relacionou.
Estiveram presentes no evento o secretário de Cultura e Turismo, Fabrício Bizarri, o diretor do Departamento de Gestão do Patrimônio Cultural, Ivan Luiz Martins Franco do Amaral, o presidente e o diretor cultura da APHV, Sérgio Leandro Ferrari e Marcel Pazinatto, respectivamente, além de muitos convidados.









