A Prefeitura de Valinhos, por meio da Secretaria do Verde e da Agricultura, orienta os tutores sobre os cuidados necessários para proteger animais domésticos durante períodos de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, baixa umidade, chuvas intensas, enchentes e estiagens.
As alterações climáticas podem aumentar os riscos à saúde de cães, gatos e outros animais, incluindo desidratação, hipertermia, queimaduras nas patas, contato com água contaminada e exposição a animais peçonhentos. Cães e gatos filhotes, idosos e aqueles com problemas respiratórios estão entre os mais vulneráveis às altas temperaturas.
“É importante manter água limpa e fresca disponível, oferecer ambientes ventilados e evitar passeios nos horários mais quentes do dia. Pisos expostos ao sol também devem ser evitados para prevenir queimaduras nas patas”, orienta a diretora do Bem-Estar Animal, Alesandra Fontanesi.
Prevenção começa antes dos eventos extremos
A preparação antecipada é uma das principais formas de reduzir riscos. A Prefeitura recomenda que os tutores mantenham a vacinação e a identificação dos animais atualizadas e tenham à disposição coleira, guia e caixa de transporte.
Também é importante incluir os animais no plano familiar de emergência. Um kit específico pode conter água, alimento, medicamentos de uso contínuo prescritos por médico-veterinário, documentos de vacinação, recipientes para comida e água, manta ou toalha e uma fotografia recente do animal.
Durante enchentes, os animais devem ser retirados de áreas de risco sempre que houver orientação das autoridades. A água de alagamentos pode conter esgoto, produtos químicos e microrganismos capazes de provocar doenças. Por isso, os animais não devem beber água de enchentes nem ter contato com lama ou locais contaminados.
Atenção após enchentes
Mesmo depois que a água baixa, os cuidados devem continuar. Cobras, escorpiões e aranhas podem procurar abrigo em residências, garagens, depósitos e locais com entulho. A orientação é inspecionar cuidadosamente esses espaços e impedir que cães e gatos circulem por áreas que foram recentemente alagadas.
As alterações de temperatura e de volume de chuvas também podem modificar a presença de insetos e roedores e favorecer mudanças na dinâmica de algumas doenças e zoonoses. Manter vacinação, vermifugação e prevenção contra parasitas em dia contribui para reduzir esses riscos.
“Em situações de enchente, incêndio ou outro desastre, a recomendação é não deixar seu pet para trás e seguir as orientações da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e das autoridades locais”, reforça Alesandra.
Proteção durante períodos de calor
Em dias de temperaturas elevadas, os tutores devem redobrar a atenção com a hidratação e evitar a exposição prolongada dos animais ao sol. Passeios devem ser realizados preferencialmente nos horários mais frescos, e o contato com superfícies muito quentes deve ser evitado.
A hipertermia pode representar risco à vida do animal. Respiração excessivamente ofegante, fraqueza, salivação intensa, desorientação ou dificuldade para se manter em pé são sinais que exigem atenção e avaliação veterinária.
Eventos climáticos extremos
A orientação integra as ações de prevenção e conscientização diante das mudanças nas condições climáticas. Independentemente da intensidade ou do tipo de evento, a recomendação é que os tutores estejam preparados para agir rapidamente e mantenham os animais junto à família durante situações de emergência.
A Prefeitura reforça que a prevenção é fundamental para preservar a saúde e a segurança dos animais e de toda a comunidade.









