Apesar das constantes campanhas contra a prática de soltura de balões, promovidas pela Prefeitura de Valinhos e por outras da região, moradores da região central da cidade, levaram um susto, na manhã do último dia 4, domingo, após um balão cair e ficar enroscado no telhado do CAFFI (Centro de Atendimento Farmacêutico e Fisioterápico). Atualmente, no local são atendidas cerca de mil munícipes por dia (de segunda a sexta-feira) para a retirada de medicamentos e a média de 80 pessoas no tratamento fisioterápico.
De acordo com o boletim de ocorrência da Guarda Civil Municipal de Valinhos, o Corpo de Bombeiros foi acionado e o balão foi retirado do telhado ainda inteiro e com os vários fogos de artifício amarrados em parte da estrutura sem terem sido detonados.
O diretor do Departamento de Gerenciamento Interno da Secretaria da Saúde, Décio Zenone, destacou o desempenho da GCM e do Corpo de Bombeiros, que prontamente atenderam ao chamado, evitando assim, que o fogo da tocha não se propagasse incendiando o prédio e as demais propriedades vizinhas. “Se o incêndio tivesse ocorrido não teríamos somente prejuízos materiais, mas também o atendimento aos usuários do CAFFI ficaria prejudicado”, comenta Zenone. Além disso, o diretor da Saúde explicou que o prédio do CAFFI é o almoxarifado e centro de medicamentos, materiais de enfermagem, de odontologia, laboratório, raio X e demais materiais utilizados na Secretaria da Saúde.
Trabalho Preventivo
Segundo o diretor do Departamento de Coordenadoria de Defesa Civil, ligado à Secretaria Municipal de Defesa do Cidadão, Eduardo Matias, de acordo com a Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, soltar balões é considerado crime ambiental. “A pena pode chegar a três anos de detenção, multa ou às duas punições”, enfatiza.
Matias lembra que além dos incêndios, a soltura de balões pode causar outros riscos de acidentes como a queda de uma aeronave. Ele destaca que a Defesa Civil de Valinhos inclusive tem uma parceria com a INFRAERO (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) na campanha de conscientização “Para Balão, Digo Não”.
De acordo com o diretor da Coordenadoria de Defesa Civil, o órgão também realiza um trabalho preventivo junto à comunidade, para a redução no número de queimadas em áreas rurais e urbanas, muitas delas ocasionadas pela queda de balões. “Essa ação é desenvolvida durante a Operação Estiagem, que foi iniciada em abril e prossegue até o dia 30 de novembro. Ela integra as ações da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e inclui na programação a distribuição de cartilhas com orientações e palestras para alunos da rede municipal, funcionários de empresas e grupos organizados”, relata.
Matias orienta os munícipes a acionar a Guarda Municipal (153) e o Corpo de Bombeiros (193) ao presenciar acidentes dessa proporção.