A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite foi prorrogada até 14 de outubro, quinta-feira, em função de o município não ter conseguido atingir a cobertura mínima de 95% recomendada pelo Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria da Saúde da Prefeitura de Valinhos, no último dia 19, sábado, foram aplicadas 5.147 doses da vacina contra a poliomielite, o que corresponde a 79,95% do publico alvo, crianças menores de cinco anos, que é de 6.437. A primeira etapa da vacinação contra pólio foi realizada em 20 de junho e atingiu 95,7% do público alvo, após prorrogação do prazo.
As crianças menores de cinco anos que não foram imunizadas no dia da campanha devem ser levadas para vacinar numa das Unidades Básicas de Saúde até 14 de outubro. Segundo a diretora da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Claudia Maria Santos Silva, é importante que os pais levem a carteira de vacinação da criança, pois também serão aplicadas as demais vacinas do esquema básico nas que estiverem com doses em atraso.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), graças as campanhas de vacinação realizadas desde a década de 1980, não há circulação do vírus da poliomielite no Brasil e em toda a América Latina. Mesmo assim, é importante vacinar as crianças. “Nossa missão é garantir que o vírus da pólio continue eliminado”, afirma a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Maria Arindelita Arruda.
A vacina contra a poliomielite está disponível durante todo o ano nos postos de saúde e é também oferecida durante as campanhas de vacinação de rotina. Os bebês devem receber a vacina aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses, as crianças recebem o primeiro reforço. Mesmo assim, é importante que os menores de cinco anos de idade tomem anualmente as duas doses distribuídas na Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite.
Esses reforços, segundo a coordenadora do PNI, são importantes porque a poliomielite é transmitida por três tipos de vírus. Se a criança não desenvolveu a imunidade com relação a um deles, com as várias doses, ela tem oportunidade de se proteger. O Ministério recomenda, de forma sistemática, que crianças que estejam com febre ou alguma infecção procurem um médico antes de receberem as gotinhas. Sob orientação profissional, a vacinação desse paciente pode ser adiada para quando ele estiver melhor.