Valinhos contará com um programa municipal voltado à preservação das abelhas e de outros agentes polinizadores, com foco na proteção da biodiversidade, na segurança alimentar e na melhoria da qualidade de vida urbana. De autoria do vereador Edson Secafim, a iniciativa foi promulgada pela Prefeitura e agora aguarda regulamentação da Secretaria do Verde e da Agricultura para entrar em funcionamento como Programa Municipal “Doce Jardim”.
A Lei nº 6.897, de 24 de abril deste ano, foi publicada na edição 2.992 do Boletim Municipal e pode ser consultada no site oficial da Prefeitura pelo link https://www.valinhos.sp.gov.br/portal/diario-oficial/ver/2246 .
A regulamentação já está em estudo. “Já começamos a analisar a implementação do programa, inclusive em contato com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, que possui iniciativas semelhantes”, informou o secretário André Reis.
De acordo com ele, o objetivo principal é ampliar a educação ambiental e conscientizar a população sobre a importância da polinização para a vida humana e para o equilíbrio ecológico.
Principais ações previstas
O programa reúne algumas frentes de atuação. Entre elas promover a divulgação e o conhecimento sobre abelhas nativas, inclusive as chamadas abelhas sem ferrão e outros polinizadores, assim com incentivar práticas de convivência e proteção de polinizadores em ambientes urbanos e arredores.
Também é previsto estimular a integração entre escolas, associações comunitárias, hortas urbanas, instituições de pesquisa e entidades da sociedade civil para ações educativas e de sensibilização, além de fomentar, por meio de parcerias e cooperações, iniciativas que promovam pontos de alimentação e abrigo para polinizadores, como jardins e canteiros com espécies melíferas e nativas.
“Haverá ainda a difusão das boas práticas de manejo e convivência segura entre população e polinizadores, visando a redução de conflitos e o resguardo da saúde pública”, concluiu o secretário.
Parcerias para a execução
A implementação do programa “Doce Jardim” poderá contar com cooperação técnica e operacional de universidades, institutos de pesquisa, associações de apicultores e meliponicultores, organizações não governamentais, escolas, empresas e demais interessados.
Com a medida, Valinhos dá mais um passo em direção a políticas públicas sustentáveis e ao cuidado com espécies essenciais para a produção de alimentos e para o equilíbrio ambiental.









