Os 130 alunos das Classes de Aceleração do pólo que funciona na Igreja Cristo Vive, localizada na Avenida Dr. Altino Gouveia, no Jardim Pinheiros, estão tendo aulas de educação física no CLT (Centro de Lazer do Trabalhador) “Airton Senna da Silva”. As classes voltadas a alunos com defasagem escolar é uma iniciativa da Secretaria da Educação com objetivo de recuperar a trajetória escolar dos mesmos.
As aulas de educação física são uma parceria com a Secretaria de Esportes e Lazer. Para a professora, Eliana Leandro, as atividades físicas são muito importantes neste período em que os alunos estão inseridos nas Classes de Aceleração. “O tênis, por exemplo, é uma modalidade que exige concentração e muita disciplina e depois de praticá-lo eles retornam mais tranquilos para a sala de aula. Isso com certeza, ajuda no aprendizado e proporciona melhorias na qualidade de ensino”, complementa Eliana que dá aulas de Português e Matemática.
As atividades físicas são ministradas pelo professor da escolinha municipal de tênis de campo, Pedro Stucchi, e pelos professores voluntários, David e Aimee Hammond. Segundo o secretário de Esportes, Danilo Sorroce, elas ocorrem na segunda e sexta-feira e têm a duração de uma hora. Os estudantes praticam tênis de campo, basquete, futebol de salão, queimada, corrida, além de fazerem alongamentos e flexões.
Aceleração
As Classes de Aceleração foram implantadas a partir do dia 31 de maio envolvendo alunos das 19 EMEB’s (Escola Municipal de Educação Básica) do 2º ao 9º ano. O objetivo, de acordo com o secretário de Educação, Zeno Ruedell, é recuperar a trajetória dos alunos em situação de defasagem série/idade para que posteriormente eles sejam reintegrados no percurso regular normal.
Montadas em pólos regionais, as Classes de Aceleração funcionam nas escolas ou instituições cedidas no horário regular, como a da Igreja Cristo Vivo. A Prefeitura fornece passe escolar para o transporte dos alunos, bem como merenda escolar e toda a infraestutura necessária. Segundo Ruedell, as classes têm de 10 a 15 alunos com faixas etárias próximas. “Na medida em que os alunos forem superando as deficiências eles serão reconduzidos ao ensino regular nas séries adequadas para a idade, o que não deve superar dois anos”, explica.
Prevista em programa do Ministério da Educação e Cultura de 1997 a ação vai ao encontro da política adotada pela administração municipal de oferecer a todos os alunos da rede municipal um ensino de qualidade. Ela integra ainda outras melhorias como reforma em 27 unidades de ensino, distribuição de apostilas, livro de inglês, material de educação artística e de educação física, além de uniformes e, este ano, de kits de material escolar básico.