Os cerca de 11 mil alunos das 44 rede municipal de ensino voltam às aulas no próximo dia 18, quinta-feira. As novidades deste ano letivo são a implantação do Ensino Fundamental de nove anos e a mudança da denominação das escolas. Agora as antigas EMEIs (Escola Municipal de Educação Infantil) e EMEFs (Escola Municipal do Ensino Fundamental) passam a ser denominadas de EMEBs (Escola Municipal de Educação Básica). Já os 763 alunos dos seis CEMEIS (Centro Municipal de Educação Infantil) e duas escolas conveniadas iniciaram as atividades letivas no último dia 27 de janeiro.
Nas antigas 25 EMEIs funcionarão o Infantil I e II e o 1º ano do Ensino Fundamental (antigo Pré), que agora com o ensino de nove anos passa a ser incorporado ao Ensino Fundamental. Já as antigas 19 EMEFs oferecerão do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental.
A mudança da denominação das escolas teve em vista a implantação do Ensino Fundamental de nove anos de duração, atendendo determinação de Lei Federal. Até então a Educação Infantil contemplava o Infantil I, II e Pré, e o Ensino Fundamental da 1ª a 8ª série.
O secretário da Educação, Zeno Ruedell, explicou que o antigo primeiro ano foi mantido no prédio das antigas EMEIs visto os mesmos oferecerem melhores condições a essa faixa etária, normalmente 6 anos de idade.
O secretário ressaltou que a rede municipal vinha se preparando desde 2007 para a implantação do Ensino Fundamental de nove anos. “Nos preparamos nos aspectos administrativo e pedagógico para implantar de forma consciente e planejada o ensino de nove anos”.
Entre os preparativos, o secretário citou a elaboração de um plano de curso com conteúdos programáticos da creche ao Ensino Fundamental; a capacitação dos professores para implantação desse plano; e a mudança da nomenclatura das escolas municipais.
Segundo Ruedell, a ampliação do Ensino Fundamental foi instituída em 2007 pelo Governo Federal e pôde ser implantada até 2010. Em algumas escolas particulares da cidade ela já é vigente, contudo na rede pública, por ser mais ampla e a medida ter maior impacto, a implementação levou mais tempo para começar a ser praticada, e só entrará em vigor este ano.
“Foi preciso tornar as escolas aptas para receber o contingente de alunos que, pelo novo sistema, ingressarão um ano mais cedo. Assim, foi necessária uma melhor preparação, tanto didática, em termos de conteúdo, quanto à conduta a ser adotada pelos professores”, destacou.