A Prefeitura de Valinhos vem trabalhando intensamente desde a tarde deste domingo (1) para retomar a normalidade na rotina dos munícipes após os transtornos causado pelas chuvas e pelo vento na cidade. A Defesa Civil acionou o PLANCON (Plano de Contingência) e vem dando suporte ao trabalho de diversas secretarias municipais.
Quedas de árvores
O balanço atualizado na manhã desta segunda-feira (2) pela Defesa Civil e pela Secretaria de Serviços Públicos aponta que houve 17 registros de quedas de árvores na cidade. Em ruas de três bairros (São Bento, Country Club e Macuco) as árvores atingiram a fiação elétrica e a CPFL ficará responsável pela remoção. No Jardim Pinheiros, uma árvore caiu sobre um carro que estava estacionado na Rua Joaquim Betti. Ninguém se feriu.
Uma árvore caiu na rodovia Comendador Guilherme Mamprim, sentido Anhanguera, motivando o bloqueio da via e o desvio pela marginal. Houve ainda bloqueio de via na Avenida dos Estados, na Vila Santana. Agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana orientaram os motoristas e o tráfego foi liberado ainda na noite de domingo.
Ruas interditadas
Ainda de acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana, três vias da cidade seguem interditadas nesta manhã. Confira:
Na rua Diógenes Pedroso Oliveira, no bairro Colina dos Pinheiros, uma galeria de água pluvial se rompeu e via está bloqueada entre as ruas Mario Vieira Braga e Caetano Brandini. O trecho deverá ficar bloqueado pelos próximos sete dias para os reparos.
A rua Eunice Aparecida Baroni, no Country Club, segue bloqueada por conta de uma queda de árvore entre as ruas Julia Ostanelli Favrin e Romão Trigo.
Na Rua Laerte de Paiva, no Macuco, o trânsito está bloqueado entre a rua Krebsfer e a estrada Noboru Hirayama.
O trabalho de corte e recolha das árvores já começou na tarde de domingo e deve se estender ao longo desta segunda-feira.
Prédios públicos sofreram avarias
A Secretaria da Educação informou que o CEMEI Alberto Juliano Serra, no Jardim Maracanã, e a EMEB Vice-Prefeito Jerônymo Alves Corrêa, no Jardim do Lago, tiveram parte do telhado arrancado por conta do vento forte. Com isso, a água da chuva entrou em algumas salas. Equipes da secretaria já estão trabalhando para a limpeza dos espaços e reparo das estruturas. A expectativa é que os espaços estejam liberados para uso normalmente para o início aulas na rede municipal de ensino, marcado para a próxima segunda-feira (9).
Uma cobertura do Centro Integrado de Saúde (CIS), que funciona no Jardim Bela Vista, sofreu avarias em razão do forte vendaval. Grande parte da lona que revestia a estrutura de metal foi arrancada com a força do vento.
Por ser domingo, dia sem atendimentos, o local estava vazio e ninguém ficou ferido. As salas de atendimento dos serviços que funcionam no local, como da fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição e de atividades do Departamento de Programas não foram afetadas, já que a cobertura danificada fica sobre as áreas de espera e corredores de circulação.
De acordo com a Secretaria da Saúde, todos os serviços da unidade funcionam normalmente nesta segunda-feira (2) com remanejamento das áreas de espera para garantir a segurança dos usuários. A Secretaria já está avaliando a instalação no local para iniciar o reparo da estrutura. A área está parcialmente interditada e a Defesa Civil fará uma vistoria no local ainda nesta manhã.
Apesar dos danos materiais, não houve nenhuma vítima relacionada aos incidentes climáticos deste domingo.
Operação Verão segue até março
A cidade de Valinhos iniciou a Operação Verão 2025/2026 no dia 1º de dezembro de 2025 e deve se estender até 31 de março. O foco é a prevenção, preparação e resposta a eventuais desastres relacionados a chuvas intensas e eventos climáticos extremos.
A Defesa Civil de Valinhos tem a responsabilidade de elaborar e coordenar o Plano de Contingência (PLANCON), além de analisar as previsões meteorológicas e atualizar os quatro estágios de monitoramento, sempre considerando períodos de 72 horas:
Estado de observação: até 80 mm de chuva acumulada;
Estado de atenção: a partir de 80,1 mm, com vistorias em áreas previamente mapeadas;
Estado de alerta: remoção preventiva de moradores em áreas de risco iminente indicadas pela vistoria técnica;
Estado de alerta máximo: remoção total da população de áreas identificadas como de alto risco.
Todos os órgãos da administração direta e indireta estão autorizados a disponibilizar maquinário, equipamentos e servidores para apoiar as ações determinadas pela Defesa Civil, assegurando uma resposta rápida e unificada em situações de emergência. A operação está alinhada com o Plano de Contingência do município e com as diretrizes do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, reforçando a política de construção de uma cidade resiliente.









